terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O Valor do AMOR PELAS ALMAS



Nós, cristãos, somos chamados por Deus para sermos testemunhas do seu amor para com as almas perdidas. Desde o dia da decisão ao lado de Cristo, quando da conversão, há uma chamada geral que nos inclui, para sermos testemunhas. Todos são chamados para servir entre os que precisam falar de Cristo, de Deus, de Sua palavra , do Seu Amor.
No Antigo Testamento encontramos poucas referências que denotem o amor pelas almas, ainda que possamos ver o amor de Deus para com os ímpios, com os pecadores, demonstrado através de seu cuidado para com todos os homens, e em especial, pelo povo de Israel, perdoando-os, salvando-os, libertando-os dos inimigos cruéis.
No Novo Testamento, no entanto, as referências sobre o amor de Deus, o amor ao próximo, aos perdidos, são inúmeras, abundantes. Isso é uma prova de que , na Nova Aliança, o amor é a marca registrada, é a característica principal.
Em primeiro lugar, sem sombra de dúvidas, devemos amar a Deus. Jesus, respondendo sobre qual seria o maior mandamento, disse: “E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de
todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27).
Em segundo lugar, devemos amar ao próximo como a nós mesmos, como nos diz o versículo citado. Amar ao próximo não é amar somente aos que estão próximos de nós, no sentido físico. Amar ao próximo é amar aquele que, à semelhança do homem, caído à beira do caminho, precisa da nossa atenção, do nosso cuidado, do nosso interesse sincero. Na história do bom samaritano (Lc 10), vemos que ele não apenas amou interiormente, mas fez tudo o que estava a seu alcance em favor do miserável, que fora assaltado, espancado, e deixado semimorto na estrada.
O amor pelas almas faz parte do cristianismo. Sem esse amor, podemos nos tornar semelhantes aos muçulmanos, que não fazem caso dos que não pertencem à sua fé. Às vezes até os odeiam. O amor pelas almas não significa apenas dar esmolas, fazer filantropia, atender aos pobres e famintos. Vai além, muito além desse amor “philo”. É preciso que ultrapassemos o amor fraternal, o amor filantrópico, ou o amor entre cônjuges, e entremos na prática do amor ágape (do gr. Ágape), que é o verdadeiro amor de Deus, derramado em nossos corações.
O amor pelas almas faz o crente esquecer o conforto, e sair pelas ruas, praças, escolas, hospitais, delegacias, e por outros lugares, em busca de um perdido, sem Deus, sem paz, e sem salvação. O amor pelas almas leva as pessoas salvas a realizarem a missão evangelizadora em todo o lugar que esteja a seu alcance. Tanto em termos locais, como regionais e transculturais.
No episódio do Titanic, quando o gigantesco barco afundava, cerca de 1500 pessoas lançaram-se ao mar, tentando salvar-se. Somente 6 (seis) pessoas se salvaram, segundo os relatos pela imprensa. No meio dos que se lançaram ao mar, estava um velho homem de Deus, chamado por Adams Moody, de “O Último Herói do Titanic”. Era um ministro do evangelho, que estava indo para Chicago, acompanhado de sua filha. Ao ver que não haveria socorro suficiente, gritou: “Deixem as mulheres, crianças e os não salvos entrarem nos barcos salva-vidas”. Segundo sobreviventes, aquele velho homem de Deus tirou seu próprio colete salva-vidas, e o entregou a um outro náufrago, que conseguiu se salvar. Depois de colocar sua filha em segurança, gritou: “Não se preocupem comigo. Não estou indo para baixo. Estou indo para cima!”.
Mas o livro de Adams conta que aquele servo de Deus, numa demonstração cabal de amor pelas almas, saiu nadando, e falando de Cristo para os náufragos, perguntando: “Você é salvo?”. Quando a pessoa respondia “Não”, ele, nadando, gritava: “Creia no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo”. E fez isto até quando não pôde mais, e afundou nas águas geladas.
O velho pastor podia ter-se salvo. Mas preferiu salvar alguns. Era seu amor pelas almas. Que o Senhor Jesus Cristo nos conceda esse amor, não apenas de palavras, mas de verdade, e nos constranja a sentir o verdadeiro amor pelas almas. Orando por elas; e falando-lhes do amor de Deus pelas suas vidas.

Renan de Oliveira









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